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Cine Inclusão 60+: festival gratuito de curtas em São Paulo foca em histórias sobre personagens da terceira idade

Cine Inclusão 60+: festival gratuito de curtas em São Paulo foca em histórias sobre personagens da terceira idade
Cine Inclusão 60+: festival gratuito de curtas em São Paulo foca em histórias sobre personagens da terceira idade

Começou neste domingo (20) a 6ª edição do festival gratuito Cine Inclusão, que chega aos cinemas do Espaço Petrobras de Cinema, Casa de Francisca, Cine Favela e Museu Lasar Segall. O festival tem como objetivo valorizar histórias contadas por ou sobre pessoas da terceira idade, exibindo curtas-metragens com ingressos francos e demais atividades previstas na programação oficial do evento, como um fórum focado em representação feminina 60+ no audiovisual e uma sessão comentada com Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e Adélia Prado.

Na mostra, além de curtas brasileiros, há espaço para produções internacionais de 6 países. Apesar do foco em longevidade, a seleção do festival não se limita a filmes sobre o tema, abrangendo questões diversas como memória, afeto, política, sexualidade e arte. O Cine Inclusão 60+ é reconhecidamente o único evento de fomento à economia criativa voltado exclusivamente ao público 60+ no âmbito da difusão, capacitação e produção para o mercado audiovisual.

A Nerds da Galáxia foi convidada a prestigiar a sessão de abertura do festival e conta para você tudo o que rolou neste primeiro dia e o que lhe espera durante os dias de Cine Inclusão em São Paulo.

Sessão de Abertura

Foto mostrando a tela de cinema da sala com a arte de informações gerais da mostra Cine Inclusão.
Sessão de abertura do Cine Inclusão reuniu mais de 30 pessos na sala de cinema do Espaço Petrobrás de Cinema. (Foto: Enzo Sapio/ Nerds da Galáxia)

O início do Cine Inclusão aconteceu no Espaço Petrobrás de Cinema, na Rua Augusta, no Centro de São Paulo. A cerimônia contou com a presença dos curadores Jacqueline Durans, da mostra 60+ em Ação; Helena Ignez, Jorge Bodansk e Luiz Carlos Merten, da mostra Competitiva; e Luciana Rossi, da mostra Internacional; além do idealizador e diretor do festival, Daniel Gaggini, e demais convidados e jornalistas.

O primeiro dia do evento foi agitado: a estreia oficial iniciou com a oficialização dos vencedores do 3º Concurso de Roteiro FCI 60+ Em Foco, iniciado na edição passada, em 2025, consagrando-se o cineasta Marco Madeira pelo seu curta “Atravessando-se”. O curta foi reverenciado pela “forma como mostra a mudança na vida de um idoso, superando as diferenças culturais e de costumes, e vivenciando a sua sexualidade de maneira leve, sem culpa, sem drama e sem medo”, em momento de fala comandada por Daniel.

Logo após, foram exibidos três curtas-metragens brasileiros: “Mulher Papaya” (2026), “Uma Menina, Um Rio” (2025) e “Sigo Enquanto Espero” (2026).

Mulher Papaya” era um dos títulos mais aguardados do Cine Inclusão. Dirigida e roteirizada por Camila Tarifa e estrelada por Magali Biff, a produção ganhou o último Festival de Cinema de Gramado nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Filme do júri da crítica e percorreu o festival de cinema de Huesca, na Espanha, em junho deste ano. O curta é uma ficção fortemente inspirada na vida da avó da diretora, mostrando a senhora Hilda, com seus 70 anos, vivendo em sua solidão, embora acompanhada de seu marido frágil e doente e de sua cuidadora. Quando ela sente um toque de uma cuidadora, sua vida se transforma, despertando nela sensações há muito tempo adormecidas.

Cena de Mulher Papaya
Cena de “Mulher Papaya”. (Foto: Reprodução)

Já “Uma Menina, Um Rio” é uma animação criada por Renata Martins, que já passou pelos festivais de cinema KinoForum e EcoFalante, chegando de forma única ao Cine Inclusão de domingo (21). Com duração de 8 minutos, a produção conta sobre uma menina que, seguindo o fluxo incessante de um rio, inicia sua jornada de descoberta ao acompanhar suas águas. A cada passo, o curso do rio reflete sua própria transformação: da infância à velhice. Assim como o curso da água, sempre em movimento, o tempo perpassa, moldando a maturidade de ambos.

Por fim, o curta “Sigo Enquanto Espero” é um documentário leve e familiar da cineasta Isadora Libório, sobre seus avós Marlene e Péricles, casados há 66 anos. Em meio a uma casa repleta de memórias e objetos antigos, Marlene reflete sobre aquilo que guarda e aquilo que se destrói, acompanhando a rotina dos casados no dia a dia e qual foi o segredo para uma união tão resistente. A produção marca sua estreia oficial nos cinemas, dentro da programação do Festival Cine Inclusão 60+ em Foco.

Após as sessões de estreia, Imara Reis conduziu uma roda de conversa na sala de cinema do Espaço Petrobrás de Cinema com os curadores Luis Carlos Merten e Jacqueline Durans e com a atriz Magali Biff. Como pauta, a roda permeou a visão escolhida para a seleção dos 21 filmes que compõem a programação do festival gratuito e o que tornou as produções exibidas na estreia especiais à mensagem que o evento quer passar aos telespectadores e participantes. Às 14h, o Museu Lasar Segall exibiu sessões da mostra Competitiva.

Programação completa do Cine Inclusão 60+

Foto geral da fachada da sala de rua Espaço Petrobrás de Cinema.
O Espaço Petrobrás de Cinema é uma das sedes da 6ª edição do Cine Inclusão 60+ Em Foco. (Foto: Reprodução/ Carlos Dranger/ Folha de SP)

O Festival Cine Inclusão 60+ em Foco reúne 18 filmes que podem ser conferidos de segunda (21) a domingo (26). Todos os filmes que participam estão divididos entre os três eixos — Mostras 60+, Competitiva e Internacional — e serão exibidos de uma vez só. Os curtas têm duração entre 5 e 24 minutos.

Confira abaixo a relação de horários e endereços das sessões:

  • Segunda-feira (21)
    Sessão Mostra 60+ em Ação, às 14h, no Cine Segall
  • Quarta-feira (23)
    Sessão Mostra Internacional, às 19h30, no Cine Favela
  • Quinta-feira (24)
    Sessão Mostra 60+ em Ação, às 19h30, no Cine Favela
  • Sexta-feira (25)
    Sessão Mostra Competitiva, às 19h30, no Cine Favela
  • Sábado (26)
    Sessão Mostra Internacional, com apresentação de Luciana Rossi, às 14h, no Cine Segall
  • Domingo (27)
    Cerimônia de encerramento da 6º Cine Inclusão, com recepção às 10h, no Espaço Petrobrás de Cinema
    Entrega de Certificados da Oficina de Cinema 60+, às 10h30, no Espaço Petrobrás de Cinema
    Premiação do Melhor Filme da Mostra Competitiva da 6ª Cine Inclusão, às 11h, no Espaço Petrobrás de Cinema
    Exibição de “Nossos Sonhos de Cinema”, realizado por alunos(as) da Oficina de Cinema 60+, às 11h, no Espaço Petrobras de Cinema.

Filmes da Mostra 60+ em Ação

Cena do curta Destino da Pele
Cena do curta “Destino da Pele”, integrante à Mostra 60+ do Cine Inclusão. (Foto: Reprodução)

A Mostra 60+ em Ação do Cine Inclusão foca em curtas que transmitem um olhar político e estético sobre os modos de fazer filmes, com produções desenvolvidas em diversas regiões do Brasil, como em Belo Horizonte, Bahia, Rondônia, São Paulo e mais. É sobre histórias que contam sobre lugares, costumes e desejos e como são interagidos com os cenários onde vivem.

Os filmes que fazem parte desta mostra são:

  • Destino da Pele (2026): dirigido por Marcela Bonfim e estrelado por Agrael Jesus e Haroldo José Saraiva, a produção, baseada em fatos reais, mostra Tereza, benzedeira de Guajará-Mirim (RO), que realiza atendimentos espirituais em sua casa. Ao reconhecer um antigo colega e amor de infância, Joaquim, entre os presentes, após 50 anos, Tereza é atravessada por memórias dolorosas da rejeição e da violência sofridas na escola por conta de sua pele retinta — e pela possibilidade de ressignificar o passado e curar suas feridas.
  • Os Encantados (2026): estreando nacionalmente no Festival Cine Inclusão, Adroaldo Almeida realiza esse curta-documentário que mostra o trabalho, a fé e o lazer de moradores do bairro Loteamento, em Itororó (BA), diante da visão acadêmica de uma professora de filosofia.
  • Melodia Ancestral (2025): documentário dirigido por Beatriz Costa reconstrói a vida de seu avô Antônio Vaz do Nascimento (Toninho), um maestro negro da periferia de São Paulo entre as décadas de 1950 e 1980, que liderou a Orquestra Marabá, animando bailes na periferia de São Paulo. O curta-metragem reflete sobre a memória, o legado musical e as lutas dos artistas negros do passado e do presente.
  • Sol a Pino (2026): outro documentário, Eunice Cunha dá contorno e significações às memórias de uma criança, hoje uma mulher madura, sobre a história de sua mãe, sob a luz de uma relação de amor e afeto, trazendo reminiscências dos tempos e modos anteriores aos meados do século passado (séc. XX).
  • Cadeira Vazia (2026): mais uma estreia no Cine Inclusão, a produção conta sobre um investigador gay não assumido, afastado de sua função, que investiga a tentativa de assassinato de sua sobrinha, uma travesti negra, interrogando três pessoas LGBTQIAPN+, que mudam sua forma de ver o mundo. Comandado por Marco Madeira, vencedor do último concurso de roteiros do Festival Cine Inclusão 60+ em Foco.
  • Suá, a Praia que Sumiu (2025): do Espírito Santo, o doc gira em torno de uma praia que foi aterrada em nome do progresso nos anos 1970, em um bairro em Vitória (ES) predominantemente de pescadores, com indícios de várias manifestações culturais ancestrais. E a propaganda oficial convenceu a população local de que foi um grande feito. É assinado pela professora Thais Helena Leite, que também escreveu o livro “História do Espírito Santo”.

Filmes da Mostra Competitiva

Cena do curta O Prazer é Todo Meu
Cena do curta “O Prazer é Todo Meu”, integrante à Mostra Competitiva do Cine Inclusão. (Foto: Reprodução)

Já a Mostra Competitiva do Cine Inclusão é composta por seis títulos com teor subversivo ao papel e ao espaço do idoso na sociedade, com o objetivo de estimular a reflexão em quem vê. Segundo os curadores, essa seção reúne filmes ecléticos em posicionamento e debates, com alguns temas escancarados como economia, política, afetos, arte popular, sexualidade e tradição de pessoas de terceira idade.

Veja abaixo os filmes da seção:

  • Recife Tem um Coração (2025): documentário conduzido por Rodrigo Sena, cineasta independente premiado em festivais de cinema brasileiros, que acompanha Silvio Silva, conhecido como um fenômeno da música brega em Recife, que está fazendo uma transmissão ao vivo com seus seguidores para comprar uma nova caixa de som. O curta já apareceu na setlist da SMAFF, da Alemanha.
  • Quem Ficou Fui Eu (2025): Ficcional, a história conta sobre Sandra, que abandona o mercado de trabalho para dedicar-se integralmente aos cuidados essenciais com sua mãe, diagnosticada com Alzheimer, e enfrenta os desafios emocionais, físicos e financeiros dessa exaustiva rotina de atenção e adoecimento. Dirigida por Maria Garé e Luiza Pace, a produção apareceu na 14º EcoFalante e foi produzido como Projeto de Graduação Experimental (TCC) em Cinema e Audiovisual na ESPM.
  • Moti (2025): do gênero da ficção, André Okuma aborda sobre Nami. Após uma visita inesperada, Nami, de 84 anos, se abre com a neta Midori, revelando segredos familiares e traumas de infância vividos no Brasil dos anos 1940. Ao mesmo tempo, ela observa seu outro neto, Jun, ser consumido pelo ódio da polarização política. É dia de eleição. Passado e presente, vida e morte, Oriente e Ocidente, esquerda e direita se entrelaçam dentro dessa família, como um moti, doce japonês tradicional.
  • O Prazer é Todo Meu (2023): Amélia é aposentada e vive uma vida tranquila dentro de um casamento tradicional que já dura mais de cinco décadas. Mas tudo muda quando ela descobre que nunca teve um orgasmo. Amélia, então, inicia uma jornada de autoconhecimento, rebeldia e busca do próprio prazer. O curta é produzido pela catarinense Vanessa Sondré e estrelado por Margarida Baird, e percorreu vários festivais nacionais e internacionais, como o Inside Out Festival do Canadá.
  • Marina Colasanti: Entre a Sístole e a Diástole (2025): o curta-documentário é um mergulho poético na vida e obra de Marina Colasanti, guiado pelo olhar de sua filha, Alessandra Colasanti. O curta mostra as várias facetas da autora — como avó, dona de casa, cozinheira e artista que ilustra e cria — costurando imagens caseiras a arquivos íntimos e falas da autora, um retrato delicado entre memória, arte e herança afetiva. O projeto começou a ser filmado enquanto Marina ainda estava viva e estreou em festivais como o Festival do Rio, conquistando premiações como Melhor Documentário no Festival de Muriaé e Melhor Fotografia na Mostra de Quirinópolis.
  • O Último Varredor (2025): último curta do Cine Inclusão do eixo, feito por Perseu Azul e Paulo Alípio, retrata a realidade e o cotidiano dos chamados “varredores de soja”, trabalhadores do interior de Mato Grosso que atuam recolhendo os grãos caídos às margens das rodovias e armazéns, representando um elo vulnerável na imensa corrente de riqueza do agronegócio.

Filmes da Mostra Internacional

Cena do curta Posso Ficar com Ele?, integrante à Mostra Internacional do Cine Inclusão.
Cena do curta “Posso Ficar com Ele?”, integrante à Mostra Internacional do Cine Inclusão. (Foto: Reprodução)

A Mostra Internacional do Cine Inclusão 60+ reúne curtas-metragens de seis países — Índia, Peru, Argentina, Japão, Estados Unidos e Inglaterra — para propor olhares diversos sobre o envelhecimento e a velhice, aproximando diferentes culturas e cinematografias para instigar mais o público a pensar na velhice de forma mais plural e complexa. Assim como na mostra competitiva, aqui há também espaço para discussões acerca do avançar da idade, desejos, conflitos, afetos, autonomia, resiliência e outros temas do cotidiano em personagens protagonizados pela terceira idade.

  • Amor à Primeira Vista (2012) | INGLATERRA: O curta clássico conta sobre um morador de um lar para idosos que descobre ter um vínculo profundo com outra moradora, revelando que o amor e a afeição transcendem o tempo e a idade. O filme estreou no Palm Springs International ShortFest na Califórnia, e foi selecionado por mais de 200 festivais internacionais de cinema, abrangendo 5 continentes, e ganhando 76 prêmios.
  • Homem Dinossauro (2025) | JAPÃO: estilo curta-documentário japonês, fala sobre uma ferrovia no meio das montanhas, que atualmente é usada apenas por alguns estudantes do ensino médio. Ela está prestes a ser desativada. No dia em que um trem especial de três vagões é operado para atrair turistas, um velho chega à ponte ferroviária.
  • Testemunho de Ana (2021) | ÍNDIA: Outro doc, é o curta mais longo da seleção do Cine Inclusão. Uma mulher idosa de etnia Advasi é acusada de bruxaria por seus vizinhos. Morando na zona rural, em um local de intensa exploração madeireira, sua recusa em deixar a terra desencadeia um conflito que tem raízes profundas no patriarcado e no capitalismo e que se revela no corpo feminino: a caça às bruxas.
  • A Mudança (2025) | PERU: Dirigido por Ariana Andrade Castro e estrelado por Vítor Prada e Maria Del Carmen Lozano, em uma vida marcada pela rotina, um casal de idosos tem sua tranquilidade interrompida pelos barulhos apaixonados de seus novos vizinhos. O que começa como incômodo provoca uma sacudida em seu mundo íntimo.
  • Posso Ficar com Ele? (2023) | ARGENTINA: O curta é uma animação aclamada, que apresenta um relato sensível e bem-humorado sobre animais e seres humanos que se resgatam mutuamente. A narrativa se destaca por misturar documentário, fantasia e comédia, sendo construída a partir de duas perspectivas diferentes: a ótica do animal e a do ser humano.
  • Não Peça Desculpas (2024) | EUA: David Au dirige a história de June, uma idosa coreano-americana tímida e resiliente que vive nos EUA. Depois que seu marido é agredido em um violento ataque de ódio motivado por ataque de ódio contra asiáticos, ela se recusa a aceitar o papel de vítima. Buscando formas de se proteger e lidar com o trauma e a revolta gerados pelo incidente, ela descobre vídeos virais de competições de tapas na cara e decide que é hora de aprender a revidar.

Sessão comentada homenageia Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e Adélia Prado

Foto tirada da calçada que mostra a edificação à noite e iluminada da Casa de Francisca, com movimento.
Atividade acontece na casa de shows Casa de Francisca, no Centro de São Paulo. (Foto: Reprodução)

Sem sessões marcadas para essa data, a terça-feira (22) é dia de uma atividade especial na programação do Cine Inclusão 60+. Nomeada de “Música, Cinema, Poesia e Arte“, a dinâmica acontece na Casa de Francisca e homenageia as contribuições de Clementina de Jesus, Adélia Prado e Paulinho da Viola, na esfera de abordar temas relacionados a tempo e longevidade a partir da união entre cinema e outras linguagens artísticas.

O bate-papo norteia-se sobre o tempo, a longevidade e as escolhas que tomamos para uma vida longa, saudável e plena. A discussão vai utilizar leituras e trechos de três filmes: “Clementina” (2025), de Ana Rieper; o episódio “Todo Dia, O Sol” da série documental “Elas no Singular” (2020), de Fabrizia Pinto; e “Paulinho da Viola – Meu Tempo É Hoje” (2003), de Izabel Jaguaribe.

A entrada é gratuita e está marcada para começar às 19h30. A mediação fica por conta de Patrícia Palumbo, jornalista e podcaster, criadora e apresentadora do programa de entrevistas “Vozes do Brasil”. A programação está sujeita a alteração e lotação.

Fórum discute espaço para mulheres 60+ no audiovisual

Foto de uma das partes internas do Museu Lasar Segall
Fórum acontece no Museu Lasar Segall, no Cine Segall, dentro do estabelecimento. (Fotoy: Reprodução)

Seguindo a mesma linha, o Museu Lasar Segall sedia o “Fórum Brasil 60+ Sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual“. Com mediação da cantora Debora Ivanov e com participação confirmada de Adélia Sampaio, primeira cineasta negra e mulher a dirigir um filme no Brasil; a diretora Tata Amaral, uma das mais influentes realizadoras da década de 90, responsável por filmes como “Sequestro relâmpago” (2018), “Trago comigo (2016) e “Hoje” (2011)”; e Tizuka Yamasaki, produtora e diretora de cinema influente nas décadas de 80 e 90, responsável por “Gaijin – Os Caminhos da Liberdade”, vencedor de Gramado e em Cannes.

Diante do cenário do envelhecimento mais gradual da população brasileira, os participantes do Fórum especial do Cine Inclusão vão debater sobre como o crescimento da população 60+ pode criar novos públicos, demandas e oportunidades, ao mesmo tempo que também expõe desigualdades e desafios dos modos de produzir, trabalhar e representar o envelhecimento.

A participação é gratuita e acontece neste sábado (26), das 16h às 18h. A programação está sujeita a alteração e lotação.

Onde encontrar mais informações?

Mais informações podem ser encontradas no site oficial do evento ou pelas redes sociais do Cine Inclusão.

Endereços:

  • Espaço Petrobras de Cinema — R. Augusta, 1475 – Consolação, São Paulo – SP
  • Casa de Francisca — R. Quintino Bocaiúva, 22 – Sé, São Paulo – SP
  • Cine Favela — R. do Pacificador, 288 – Vila Heliópolis, São Paulo – SP
  • Cine Segall — Rua Berta, 111 – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04120-040
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