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HBO Max | 3 Produções Que Mostram a Nova Geração de Talentos Negros

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Produções são resultado do programa Narrativas Negras Não Contadas e refletem a construção de novas narrativas feitas por jovens talentos negros no Brasil

Onde a História Começa

O audiovisual negro brasileiro está avançando para uma nova fase em que as histórias passam a ser contadas por quem viveu e herdou essas narrativas. A Warner Bros. Discovery lançou hoje na HBO Max e HBO três curtas documentais produzidos por jovens talentos negros brasileiros, resultado da segunda edição do programa Narrativas Negras Não Contadas Black Brazil Unspoken, parte da iniciativa WBD Access. As produções também estreiam na TNT, TLC e Cinemax.

O programa, realizado com a Endemol Shine Brasil, tem como objetivo oferecer abertura para criadores negros em início de carreira, garantindo formação, mentoria e suporte para desenvolvimento de narrativas próprias. É uma ação estratégica que busca propor reparação simbólica e fortalecer territórios antes ocupados por ausência, apagamentos e falta de acesso dentro do mercado audiovisual.

A WBD enfatiza o compromisso de impulsionar novos autores, novas vozes e novas perspectivas, reconhecendo a urgência de construir caminhos que não dependam apenas de debate conceitual, mas de ferramentas reais. O programa se consolida como um campo de acesso e não apenas vitrine.

O Que Cada Filme Revela

Cada curta mergulha em memórias, identidades e relações diretas com a construção da presença negra enquanto registro histórico, político e cultural no Brasil.

Camisa 9 é dirigido por Guilherme Baptista e revisita um programa esportivo apresentado por três jornalistas negros no Rio de Janeiro nos anos 1980. A produção reconstrói essa antiga mesa esportiva e celebra o legado de Luiz Orlando Baptista, um dos pioneiros que abriu portas na televisão e contribuiu para o avanço da representatividade esportiva.

Melodia Ancestral, dirigido por Beatriz Costa, reconecta passado e presente ao explorar a trajetória do avô da diretora, maestro negro que liderou uma orquestra popular na periferia paulistana entre 1950 e 1980. O filme recupera memórias e valoriza a importância da preservação musical brasileira construída por artistas negros que participaram da formação da identidade sonora do país.

Meu Nome é Tiana, de Dafny Bastet, apresenta Tiana, travesti negra de 92 anos, considerada a mais idosa do país. Moradora de Governador Valadares, ela vive entre sua comunidade católica e o convívio com a população LGBTQIAPN+, trazendo para o documentário o entrelace entre fé, identidade e resistência.

Com o apoio da WIP Narrative Design Studio, o programa segue visando a transformação prática do cenário audiovisual brasileiro, conectando criadores de grupos sub-representados com grandes plataformas e marcas do setor.

A representatividade segue como lacuna estrutural no audiovisual, e projetos como esse demonstram avanço real, abrindo rotas para novas narrativas com protagonismo, impacto e território assegurado.

HBO Max | 3 Produções Que Mostram a Nova Geração de Talentos Negros
Divulgação/HBO Max

Para Onde Isso Nos Leva

Os três curtas representam mais do que estreias. Representam marco, ferramenta e avanço real em direção a um cinema negro que fala de dentro para dentro do Brasil. São histórias que expandem, validam e legitimam espaços. O evento especial de estreia em São Paulo, realizado pela HUSTLERS.BR, reforçou simbologia, conexão cultural e materializou o impacto dessa ação de aceleração.

A Warner Bros. Discovery reafirma o compromisso de abrir portas para talentos negros e a necessidade de compartilhar essas histórias com alcance nacional, estrutura robusta e legitimidade criativa. A HUSTLERS.BR reforça seu papel em unir cultura, live marketing, narrativa e propósito.

Agora, com os filmes já disponíveis hoje ao público, o próximo capítulo passa a ser coletivo: assistir, discutir, disseminar e continuar escrevendo novas páginas para o cinema negro brasileiro.

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Sobre a Realização do Evento

Segundo a HUSTLERS.BR, responsável pela produção do evento, a estreia foi planejada para reforçar a experiência simbólica e cultural dos convidados.

“Nosso papel é conectar as histórias dos curtas ao local da première e à experiência do público. Trazer o evento para o Museu Afro Brasil reforçou essa conexão cultural”, comentou Haynabian Amarante, COO da HUSTLERS.BR.

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