Wicked: Parte 2 | Cynthia Erivo, Jonathan Bailey e Jon M. Chu Lançam Globalmente o Filme em São Paulo
Abertura de Gala: Como São Paulo se Vestiu de ‘Cidade das Esmeraldas’ para Receber o Elenco
Poderia uma pré estreia ser, ao mesmo tempo, o início e o ponto alto de uma turnê mundial? A noite de terça feira (4/10) cravou o nome de São Paulo no mapa do showbiz global ao sediar o pontapé inicial da turnê mundial de ‘Wicked: Parte II’. O evento, realizado no Suhai Music Hall, marcou a única passagem pela América Latina e serviu como vitrine mundial para o segundo filme da saga das bruxas de Oz, que tem estreia nacional agendada para 20 de novembro. O tom da noite foi de festa e devoção, com a ‘Cidade das Esmeraldas’ sendo replicada em detalhes de cenografia e fervor do público.
O “tapete amarelo” da entrada foi, na verdade, uma réplica suntuosa e grandiosa da Estrada de Tijolos Amarelos, por onde passaram jornalistas, influenciadores e um elenco de celebridades brasileiras. A recepção coube às atrizes Jeniffer Nascimento e Larissa Manoela, que conduziram a cobertura com entusiasmo. O grande momento de contato com a produção internacional se deu com a chegada do aclamado diretor Jon M. Chu e dos protagonistas Cynthia Erivo (Elphaba) e Jonathan Bailey (Fiyero). O trio demonstrou uma acessibilidade ímpar, parando longamente nas grades para cumprimentar, tirar fotos e distribuir autógrafos aos fãs, que chegaram a acampar para garantir um lugar. Erivo, em particular, foi ovacionada e retribuiu o carinho com tentativas de frases em português, encantando a plateia.

O evento, que estava esgotado e com ingressos limitados, sublinhou a importância estratégica do público brasileiro para a Universal Pictures, que optou por iniciar sua turnê global na capital paulista, reconhecendo a fervorosa base de fãs do musical.
O Coração Verde e Rosa: De Myra e Fabi a Gloria Groove e a Mangueira, a Alma Brasileira no Palco
A grandiosidade do evento de Hollywood ganhou nuances marcadamente brasileiras e de alto impacto cultural. As atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda), que dão voz e vida às bruxas nas montagens teatrais e na dublagem oficial do filme no Brasil, foram as primeiras celebridades a desfilar no tapete de tijolos amarelos. A dupla, que celebra uma década defendendo o musical no país, foi recebida com enorme entusiasmo pelos fãs, a quem presentearam com uma improvisada e emocionante palhinha de “Desafiar a Gravidade”. A conexão delas com a obra, e a forma como representam o carinho nacional por Wicked, foi um dos pontos altos da recepção externa.

O espetáculo atingiu outro patamar com a surpresa da Estação Primeira de Mangueira. A escolha da escola de samba, cujas cores tradicionais são justamente o verde e rosa que simbolizam as protagonistas, foi um acerto de marketing e uma homenagem ao público brasileiro. Os músicos da Mangueira apresentaram um arranjo especial e envolvente de músicas do musical, com destaque para a versão instrumental de “For Good”, colocando um ritmo genuinamente nacional na narrativa de Oz e arrebatando o público presente.

No auditório, o painel de discussão foi precedido por uma performance memorável de Gloria Groove. A drag queen, que inclusive fez parte do elenco brasileiro do musical como Madame Morrible, entregou uma versão única e eletrizante de “Popular” e “Desafiar a Gravidade” em ritmo de pagode, levando a plateia à euforia e adicionando uma camada de celebração da diversidade e da cultura pop brasileira ao evento internacional.

O Painel de Estrelas: Cynthia Erivo, Jonathan Bailey e Jon M. Chu Revelam Segredos das Gravações
Com o público completamente aquecido, Gloria Groove assumiu o papel de mediadora para receber os convidados de honra: Cynthia Erivo, Jonathan Bailey e Jon M. Chu. O painel foi um momento de profunda conexão entre os artistas e os fãs, que puderam enviar perguntas.
Cynthia Erivo, vencedora do Tony Awards e indicada ao Oscar, emocionou se ao falar do carinho brasileiro e ao dar detalhes da complexa produção. Ela ressaltou a dedicação do diretor e a experiência única de gravar os dois filmes simultaneamente, algo incomum em Hollywood. “A generosidade, a bondade com que Jon Chu liderou todo o processo, o elenco e produção é impressionante. Gravamos esses filmes simultaneamente não foi um depois do outro, um ano depois do outro ao mesmo tempo”, destacou. Erivo também mencionou em suas redes sociais a emoção de iniciar a turnê no Brasil, que para ela se tornou “um sonho”.
Jonathan Bailey, que vive o príncipe Fiyero, usou sua participação para entregar uma mensagem alinhada com a temática de união e aceitação do filme. O ator, que coincidentemente foi eleito o “homem mais sexy do mundo” pela revista People no mesmo dia do evento, pediu que os fãs “tentem não responder às diferenças com medo e tentem ser curiosos”. O diretor Jon M. Chu complementou a ideia, focando na força da coletividade: “Vivemos um tempo aterrorizante e outros tempos aterrorizantes virão, mas, juntos, podemos fazer qualquer coisa”. No encerramento, a imagem de Cynthia Erivo abraçada à bandeira do Brasil nos bastidores selou o clima de reciprocidade e gratidão do elenco internacional.

O Final Amargo: O Veto às Dubladoras Oficiais Gera Crise e Discussão Sobre Valorização Nacional
Apesar da magia e do sucesso da exibição, o evento de ‘Wicked: Parte II’ encerrou se com uma controvérsia de grandes proporções nos bastidores, levantando um questionamento incômodo sobre a valorização do talento nacional. Após a saída do palco, as atrizes/dubladoras Myra Ruiz e Fabi Bang foram impedidas de interagir com o diretor Jon M. Chu e o elenco internacional, um veto que contrastou dramaticamente com o tratamento dado a outras celebridades e influenciadores presentes.
O incidente, capturado e exposto em uma live de Fabi Bang, gerou uma onda de revolta entre os fãs, que viram o trabalho de uma década das atrizes no Brasil ser ignorado pela organização da première. O desabafo posterior de Fabi Bang, no qual ela reiterou seu amor pela obra, mas lamentou o ocorrido, colocou o tema em destaque nas redes sociais. “Wicked nunca me fez triste. E apesar de hoje nem hoje. Wicked segue me ensinando a respirar fundo, seguir em frente, levantar a cabeça e ser forte”, escreveu. A controvérsia do veto, somada à ausência de Ariana Grande (Glinda) cuja vinda foi cancelada em cima da hora, deixou um sabor agridoce na memória dos fãs. A organização do evento foi procurada para comentar o assunto, mas não houve retorno.
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A première de ‘Wicked: Parte II’ cumpriu a promessa de ser um evento global espetacular, com a exibição do filme para o público brasileiro sendo a primeira no mundo. Contudo, o episódio do veto às Elphabas e Glindas brasileiras permanece como uma sombra que ofusca o brilho, transformando a discussão em uma análise necessária sobre o respeito e o reconhecimento que o mercado internacional dedica aos talentos que constroem a base de fãs no Brasil.
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Sou a Beatriz Costa, formada em Rádio, TV e Internet e pós-graduanda em Design Gráfico em Movimento. Nerd de carteirinha, apaixonada por séries, novelas, filmes e livros (com um amor especial pelo universo de Harry Potter). Na Nerds, atuo como editora e criadora de conteúdo audiovisual, unindo criatividade e paixão pelo mundo geek.





