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CBLOL | Riot Games anuncia retorno da liga brasileira em 2026 após queda de audiência e críticas da comunidade na temporada de LTA

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O CBLOL está de volta — mas não sem controvérsia.
Imagem: Logo da LTA Sul à esquerda e o logo do CBLOL à direita – (Riot Games).
Imagem: Logo da LTA Sul à esquerda e o logo do CBLOL à direita – (Riot Games).

Após apenas um ano de experiência com a League of the Americas (LTA), a Riot Games anunciou oficialmente que, em 2026, o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) retornará como liga independente, encerrando o modelo que integrou as regiões norte e sul-americanas. A decisão marca um retorno às origens, mas com aprendizados importantes que visam fortalecer a competição e aproximar a comunidade do cenário nacional.

A LTA foi criada em 2025 visando aumentar a competitividade regional, criar mais confrontos decisivos e testar inovações que não eram possíveis no modelo antigo. Entretanto, a experiência não atingiu os resultados esperados. Dados do Esports Charts mostram que o último split da LTA Sul registrou pico de apenas 219 mil espectadores, menos da metade do CBLOL em 2024, que atingiu 459 mil. As horas assistidas caíram de mais de 24 milhões para pouco mais de 7 milhões, e a LTA Norte (antiga LCS) também apresentou queda significativa: pico 39% menor, média 21% menor e horas assistidas 53% menores.

Além da baixa audiência, a comunidade criticou a falta de identidade das ligas e a complexidade dos formatos inter-regionais. Fãs reclamaram da ausência de um campeonato que realmente representasse suas regiões, dos formatos dos torneios ao longo do ano e das disputas entre regiões. Em resposta, a Riot Games afirmou:

Queremos honrar a paixão dos fãs trazendo de volta as ligas que eles ajudaram a construir, celebrando as identidades únicas de cada comunidade e renovando nosso foco na competição regional.

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Imagem: LTA – (Riot Games).

Com o retorno do CBLOL, o calendário competitivo será reformulado. A liga manterá três splits anuais, mas com formatos simplificados, mais tempo de palco para as equipes e foco em rivalidades locais. Os playoffs entre conferências serão eliminados, dando lugar a finais regionais realizadas em suas respectivas regiões, devolvendo aos fãs a chance de celebrar o campeão nacional e acompanhar a temporada de forma clara e consistente. No âmbito internacional, cada liga volta a ter classificação própria. Em 2026, o CBLOL terá uma vaga no First Stand, uma no Mid-Season Invitational (MSI) e uma no Worlds. A LCS terá mais vagas: uma no First Stand, duas no MSI e três no Worlds.

Essa divisão gerou controvérsia na comunidade do LoL. Espectadores brasileiros, jogadores, treinadores e até mesmo de parte da comunidade internacional criticaram a limitação das vagas internacionais do CBLOL. titaN, ADC da paiN Gaming, classificou a decisão como “regressão”, e outros, como APA, mid laner da Team Liquid, sugeriram que uma série MD5 entre representantes do CBLOL e da LCS seria mais justa para definir a classificação ao Worlds. Por fim, o cofundador da FURIA, Jaime Pádua, questionou a limitação e reforçou que o desempenho brasileiro mostrou que o gap entre regiões já não existe de forma significativa, e que a distribuição atual precisa ser revista.

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Imagem: titaN à esquerda e Jaime Pádua à direita – (Riot Games).

Inclusive, uma parte da comunidade brasileira manifestou oposição à LCS após essas divulgações das vagas. A indignação se refletiu em publicações pedindo que os espectadores brasileiros não acompanhassem à LCS 2026. Além do boicote à LCS, alguns fãs da comunidade do LoL brasileiro têm sugerido que o streamer Baiano e o Ilha das Lendas deixem de transmitir a liga, buscando gerar um impacto ainda maior nos números da competição norte-americana, alegando tratar-se de uma “questão de princípios.”

O CBLOL manterá integração com equipes da antiga LLA. A Leviatán, da Argentina, continuará como parceira oficial do torneio, representando o LATAM Sul, enquanto a Lyon Gaming seguirá na LCS. Além disso, haverá uma vaga para Time Convidado, aberta a equipes do Circuito Desafiante ou da Liga Regional Sul, garantindo espaço para renovação e novos talentos no cenário profissional.

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Imagem: antigo arena do CBLOL – (Riot Games).

Durante a LTA, a Riot Games implementou inovações como o Fearless Draft, o sistema Pick & Play e séries MD3 e MD1, elevando o nível estratégico das partidas. Embora o formato exato dos splits de 2026 ainda não tenha sido revelado, é provável que o Fearless Draft seja mantido, dado seu sucesso global e aprovação da comunidade. As ligas também terão mais clareza nos calendários, com etapas mais longas e formatos simplificados, mantendo consistência nas transmissões e nas datas de jogos aos finais de semana.

O fim do modelo Cross Conference abre espaço para competições inter-regionais paralelas, sem prejudicar o calendário das ligas. Segundo a Riot, a empresa está buscando parcerias com plataformas e marcas de torneios internacionais para criar eventos pan-americanos e manter os times e a comunidade ativos ao longo do ano, inspirados em modelos asiáticos, como o Asian Invitational e as IEM.

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Mesmo diante das críticas, a Riot Games define a mudança como um “passo à frente”: o CBLOL retorna com sua identidade própria, mas incorporando aprendizados de 2025 para fortalecer a liga, conectá-la à comunidade e aumentar o nível competitivo internacional. O planejamento de 2026 visa equilibrar tradição e inovação, restaurar o orgulho regional e criar um cenário sustentável para jogadores, equipes e fãs.

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Imagem: CBLOL – (Riot Games).

Em 2026, o CBLOL promete trazer três splits competitivos, finais nacionais emocionantes, integração com equipes latino-americanas, manutenção do sistema de Time Convidado, e oportunidades para novos nomes emergirem no cenário. A liga voltará a ter presença garantida nos torneios internacionais, enquanto continua explorando formas de criar confrontos inter-regionais sem prejudicar a progressão regional.

Entre polêmicas e celebrações, o cenário brasileiro de League of Legends se prepara para uma temporada histórica. O CBLOL resgatará sua essência em 2026, amplia o espetáculo e reafirma o Brasil e o LATAM Sul como protagonistas no palco internacional dos Esports. Fãs, pro players e equipes aguardam ansiosos o retorno de uma liga que representa não apenas competição, mas também orgulho e identidade regionais.

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