Você imaginaria Mariah Carey em um palco flutuante sobre as águas do Rio Guamá, cantando ao lado de estrelas paraenses? Essa é a experiência que Belém viverá com o Amazônia Live – Hoje e Sempre, um evento que une música, cultura e ativismo ambiental.
Criado pelos organizadores de The Town e Rock in Rio, o festival não é apenas um espetáculo musical, mas também um chamado à consciência: a Amazônia é patrimônio cultural e ambiental do planeta, e precisa de atenção urgente. Além disso, o festival funciona como prévia para a COP30, que será sediada na capital paraense em novembro de 2025, reunindo líderes mundiais para discutir ações concretas pela preservação da floresta.

Palco Folha: inovação e simbologia sobre as águas do Rio Guamá
O primeiro ato do festival acontece hoje (17 de setembro) em um palco inovador, apelidado de Palco Folha. Inspirado na vitória-régia, símbolo da Amazônia, o palco flutuante sobre o Rio Guamá é um espetáculo visual que une tecnologia, arte e natureza. Cada detalhe foi pensado para conectar o público à floresta, mostrando que a música pode ser uma poderosa ferramenta de sensibilização ambiental.

O line-up mistura impacto internacional e força local. Mariah Carey encerra a noite com sua voz icônica, enquanto artistas paraenses como Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara representam a riqueza musical da região. A programação reforça a ideia de que a Amazônia não é apenas um espaço geográfico, mas um território cultural cheio de sons, histórias e identidade.
A transmissão ao vivo acontece pelo Multishow e Globoplay a partir das 18h15, permitindo que fãs de todo o Brasil acompanhem cada momento. Para aqueles que preferirem uma versão condensada, a TV Globo exibirá um compacto especial com os melhores momentos após o programa Estrela da Casa.
Mangueirão de portas abertas: cultura e inclusão
A segunda etapa do Amazônia Live acontece em 20 de setembro no Estádio do Mangueirão, com entrada gratuita para o público. Esta é uma oportunidade de celebrar a música amazônica em grande escala, com artistas consagrados como Ivete Sangalo, Viviane Batidão, a Lambateria convidando Lia Sophia, e a Orquestra Jovem Vale Música.
Mais do que entretenimento, essa etapa do festival reforça a ideia de que a cultura amazônica deve ser vivida, compartilhada e acessível. O evento busca criar uma ponte entre tradição e contemporaneidade, conectando gerações e mostrando que a arte local tem espaço no palco global.

Entre brilho e urgência: a mensagem por trás do show
O conflito central do Amazônia Live está no contraste entre o glamour de um espetáculo internacional e a urgência silenciosa da Amazônia. O desmatamento, as mudanças climáticas e o risco de apagamento cultural são desafios reais, e o festival transforma a música em um instrumento de resistência e conscientização.
Ao colocar artistas locais ao lado de uma estrela global, o evento dá visibilidade ao talento regional e reforça a importância de proteger a floresta. Cada nota cantada, cada performance no palco, funciona como um alerta: a Amazônia é viva, pulsante e precisa de ação concreta para sobreviver.
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Sou a Beatriz Costa, formada em Rádio, TV e Internet e pós-graduanda em Design Gráfico em Movimento. Nerd de carteirinha, apaixonada por séries, novelas, filmes e livros (com um amor especial pelo universo de Harry Potter). Na Nerds, atuo como editora e criadora de conteúdo audiovisual, unindo criatividade e paixão pelo mundo geek.





