GamesReviews

Review | Death Stranding 2

death stranding capa

Introdução

Agradecemos à PlayStation Brasil por nos conceder o acesso antecipado a Death Stranding 2: On The Beach, sequência direta da aclamada e controversa obra de Hideo Kojima lançada originalmente em 2019. Este segundo capítulo mantém a essência de sua proposta original, mas amplia todas as suas possibilidades com refinamento técnico, escopo narrativo e evolução significativa em jogabilidade.

Neste review técnico, exploraremos os aspectos que fazem de Death Stranding 2: On The Beach um dos jogos mais ambiciosos da atual geração, mantendo como base os pilares que o consagraram: narrativa profunda, imersão sensorial, jogabilidade única e inovação audiovisual.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.30 95130b5b

Jogabilidade: Uma Evolução Natural e Robusta

Death Stranding 2: On The Beach permanece um jogo de ação e aventura em mundo aberto com perspectiva em terceira pessoa. O jogador assume novamente o papel de Sam Porter Bridges, agora encarregado de conectar a Austrália à Rede Quiral, enfrentando cenários dinâmicos, inimigos humanos e entidades sobrenaturais em um planeta devastado.

A jogabilidade, embora ainda centrada na mecânica de entregas, está mais ágil, acessível e estratégica. Os desafios ambientais são ampliados com ciclos de dia e noite, desastres naturais (como terremotos, tempestades de areia, avalanches e incêndios florestais), além da já conhecida chuva temporal, que deteriora equipamentos e envelhece materiais instantaneamente.

As travessias exigem mais preparo e adaptabilidade, mas com o suporte de novas estruturas de apoio, como monotrilhos, torres de vigia, abrigos automáticos, teleporte avançado e a presença da DHV Magalhães – uma nave/submarino que funciona como base móvel e lar temporário dos personagens. A jogabilidade agora oferece um ritmo mais fluido e menos punitivo para os jogadores que não se conectaram com o primeiro jogo.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.32 9882afad

Combate Aprimorado: Mais Dinâmico, Estratégico e Variado

Um dos grandes avanços desta sequência está no sistema de combate, reformulado e mais presente na experiência do jogador. Há agora uma vasta gama de armas de curta e longa distância, com maior acessibilidade desde os primeiros momentos da campanha. Armas como metralhadoras, escopetas, lança-granadas, além de dispositivos furtivos como hologramas e equipamentos de neutralização silenciosa, fazem parte do novo arsenal.

O combate corpo a corpo foi significativamente melhorado, embora ainda exista margem para refinamento. Além disso, a presença de inimigos robóticos e novos tipos de EPs (Entidades de Extinção), além de chefes desafiadores, oferece confrontos que exigem estratégia, personalização de equipamentos e adaptação constante.

A customização do APAS (Auxílio Pessoal de Atividades de Superfície) permite desenvolver habilidades como menor ruído de movimentação, mira mais estável ou resistência a intempéries. Isso adiciona camadas ao estilo de jogo e valoriza a preparação para cada missão.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.30 c4bd480d

Mundo Aberto e Ambientação: Imersão Sensorial Completa

O mundo de Death Stranding 2 é vasto, conectado e extremamente dinâmico. Diversas regiões com biomas distintos – de desertos áridos a montanhas nevadas e florestas densas – estão interligadas sem interrupções de carregamento, criando um verdadeiro ecossistema vivo e mutável. Eventos climáticos moldam a navegação e exigem planejamento logístico preciso.

Os efeitos ambientais não são meros visuais: avalanche, queda de rochas, enxurradas e alterações térmicas afetam diretamente a vida de Sam, seus equipamentos e a integridade das encomendas. O clima extremo interfere até na barra de energia e vida do personagem, criando tensão constante durante o percurso.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.31 261a1ea5

Social Strand System: Conectividade Assíncrona Renovada

A proposta social, que se destacou no primeiro jogo, está de volta com melhorias consideráveis. O Social Strand System permite que as ações dos jogadores tenham impacto no mundo dos demais: estruturas construídas podem ser compartilhadas, entregas inacabadas podem ser finalizadas por outros usuários, e recursos podem ser doados em projetos coletivos.

Novos recursos como cabos de monotrilho, teleportes comunitários e sistemas de armazenamento compartilhado promovem uma sensação real de colaboração global. Curtidas, recompensas e reputação estão novamente presentes, incentivando o espírito de ajuda mútua.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.32 e0e968cf

Direção, Elenco e Narrativa: O Brilho de Kojima

A narrativa é mais acessível do que no primeiro jogo, mas continua sendo desafiadora e multifacetada. Kojima entrega uma história que respeita a inteligência do jogador, revelando as peças de forma gradual e instigando a reflexão existencial.

O elenco original retorna com atuações marcantes: Norman Reedus (Sam), Léa Seydoux (Fragile) e Troy Baker (Higgs), agora acompanhados por nomes como Elle Fanning, Shioli Kutsuna, Luca Marinelli, Alissa Jung, Debra Wilson e Alastair Duncan. As participações visuais do cocriador de Mad Max, George Miller, e do diretor Fatih Akin, agregam profundidade estética à obra.

A direção cinematográfica, tanto nas cutscenes quanto nos momentos de gameplay, é impecável – um dos pontos altos do título. Kojima se supera visual e emocionalmente, entregando o trabalho mais maduro de sua carreira até o momento.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.31 70c9e813

Gráficos, Performance e Animações: A Nova Referência Visual

Rodando na Decima Engine (da Guerrilla Games), o jogo é tecnicamente impecável. A integração da tecnologia Metahuman proporciona um nível de realismo facial e corporal que beira o fotorrealismo, com personagens que exibem expressões naturais, sutilezas musculares e microinterações emocionais.

Testado no PlayStation 5 Pro, o jogo apresenta dois modos: Qualidade (30 FPS com máxima fidelidade gráfica) e Performance (60 FPS com suavidade). Ambos os modos são altamente estáveis e fluídos, mesmo em áreas abertas e densas em elementos.

Os cenários são incrivelmente detalhados e diversificados, tornando cada nova região um espetáculo visual. As animações são outro destaque, com movimentações orgânicas, física realista e excelente sincronia labial nas cenas de diálogo.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.31 ed2e6bb7

Trilha Sonora e Design de Som: Um Capítulo à Parte

A trilha sonora de Death Stranding 2 pode ser considerada uma das melhores já criadas para um videogame. Ludvig Forssell retorna com composições que equilibram melancolia e grandiosidade, agora em colaboração com o renomado Woodkid, formando uma dupla de excelência.

Além das trilhas instrumentais, há o retorno emocional da banda Low Roar, cuja presença musical marcou o primeiro título. Mesmo após a perda de seu vocalista, suas músicas continuam a emocionar e amplificar a experiência narrativa. O jogo conta ainda com faixas de diversas outras bandas, mesclando sons conhecidos com novidades marcantes.

O design de som ambiental é meticuloso: o som da chuva, dos passos na neve, do impacto de rochas, tudo é integrado para maximizar a imersão e criar uma atmosfera auditiva cinematográfica.

Imagem do WhatsApp de 2025 06 27 as 17.45.31 95388f1d

Considerações Finais

Death Stranding 2: On The Beach não é apenas uma sequência competente – é um salto criativo e técnico que redefine o que esperamos de um jogo de mundo aberto narrativo. A união entre jogabilidade inovadora, arte visual de vanguarda, direção cinematográfica e um sistema social revolucionário fazem deste título um dos marcos da atual geração.

Seja pela sua profundidade narrativa, fidelidade gráfica, jogabilidade refinada ou pela trilha sonora emocionalmente envolvente, Death Stranding 2 entrega uma experiência única e memorável.

product-image

Death Stranding 2

10

O que achou desse post?

Gostei
0
Adorei
0
Ok
0

Comments are closed.

You may also like